UEMASUL se reúne com analistas da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e da Parnaíba

O Vice-reitor da UEMASUL, professor Expedito Barroso esteve reunido com analistas em desenvolvimento regional da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e da Parnaíba (Codevasf) na última quinta-feira (28). Também participaram da reunião a diretora do Centro de Ciências, Agrárias Mauricélia Ferreira Almeida e a diretora do curso de Engenharia Agronômica, Anatércia Ferreira Alves.

A Codevasf é uma empresa pública vinculada ao Ministério da Integração Nacional, que fomenta ações nas regiões ribeirinhas dos rios São Francisco e Parnaíba e seus afluentes, nos estados de Minas Gerias, Bahia, Pernambuco, Alagoas, Distrito Federal, Goiás, Sergipe, Piauí e Maranhão com a utilização sustentável dos recursos naturais. A empresa já atua na área das bacias dos rios São Francisco e do Parnaíba, e há algum tempo vem atuando também nos rios Mearim e Itapecuru e agora irá ampliar seu trabalho atuando na bacia do Tocantins.

Durante a reunião o analista da empresa, Ricardo Barros falou sobre o objetivo da visita. “Nossa proposta é verificar a potencialidade da região para a agricultura irrigada e buscar estratégias de fomento. A gente entende que a agricultura irrigada traz uma série de benefícios, traz empregos, traz uma distribuição de renda, favorece o agronegócio, diminui a pressão sobre o meio ambiente, uma série de vantagens”.

O objetivo é trabalhar a irrigação dentro de uma cadeia para potencializar os benefícios da irrigação, aumentando a oferta de produtos, reduzindo os riscos, melhorando o comércio e dessa forma gerando desenvolvimento regional, com a aplicação de novas tecnologias, diversificação de culturas, recuperação de áreas degradadas, capacitação, entre outras ações. Os analistas já fizeram estudos na região identificando as principais cadeias produtivas com suas especificidades, como o clima e incidência de chuva.

Para o analista Paulo Cerqueira existe a necessidade do investimento e da parceria em decorrência da potencialidade da região. “O cerrado brasileiro tem muita água e muito solo e vai alimentar o mundo. A gente sabe da potencialidade que tem aqui e da potencialidade do que tem aqui para a nossa empresa. O Maranhão é o único estado do Nordeste que não tem semi-árido, então, tem uma potencialidade natural inerente muito boa”.

A UEMASUL vai elaborar um acordo de cooperação técnica, contribuindo também para o diagnóstico dos municípios onde a Codevasf vai começar o seu trabalho, mapeando as cadeias produtivas e indicando culturas regionais. ”Dessa forma a UEMASUL cumpre sua missão que é formar técnicos nessa área das ciências agrárias, permitindo uma extensão importante para a região, obviamente além dessas cadeias produtivas, as outras que já são cadeias medianamente consolidadas, cadeia pecuária leiteira, cadeia da piscicultura, e cadeia da mandioca, cumprindo assim sua missão institucional que é promover o desenvolvimento sustentável formando recursos humanos tanto de natureza técnica, como também fazendo uma ação de assistência técnica de extensão rural importante para a nossa região”, afirmou o  Vice-reitor Expedito Barroso.

UEMASUL participa do Congresso Brasileiro de Extensão Universitária

Realizada entre os dias 28 e 30 de junho, em Natal (RN), a 8ª edição do Congresso Brasileiro de Extensão Universitária (CBEU) reuniu coordenadores, professores, especialistas e estudantes que integram o quadro de ações extensionistas das Universidades Brasileiras. Organizado a cada dois anos, o CBEU é o maior encontro brasileiro de extensão universitária em Instituições Públicas de Ensino Superior. A UEMASUL esteve presente pela primeira vez no evento, com participação nas mesas de debates e na exposição de trabalhos.

Com o tema “Extensão e sociedade: contextos e potencialidades”, o congresso pomoveu discussões atuais sobre a extensão universitária e sua relação com a sociedade. Entre as diversas temáticas trabalhadas nas mesas redondas, painéis e cirandas de saberes, se destacaram as discussões sobre direitos humanos, desenvolvimento sustentável, economia solidária e gênero e sexualidade. Nas discussões que envolveram diretamente as ações de extensão nas universidades, foram debatidos contextos e potencialidades da extensão, sua interiorização e internacionalização, as relações entre extensão e tecnologia e as ações voltadas para comunidades historicamente excluídas dos projetos de extensão.

Para a professora Nice Rejane Silva, coordenadora do Programa de Formação de Docentes da UEMASUL, esta primeira participação da instituição possibilita a reflexão e o fortalecimento das ações de extensão da Universidade. “O encontro traz o reconhecimento imperativo de que esses conhecimentos gerados pela extensão são tão iguais aos conhecimentos gerados pela pesquisa e ensino. A UEMASUL é uma universidade extremamente jovem, está construindo seu percurso, e a extensão assume um papel significativo, principalmente porque estamos em um estado, em uma região em que os indicadores sociais e econômicos demonstram que a universidade deve ter uma articulação profícua com os movimentos sociais, com os grupos socialmente excluídos, no sentido de melhoramento da qualidade de vida das pessoas”, ressaltou.

Outra discussão proposta pelo CBEU tratou da curricularização da extensão nas universidades, temática que também foi debatida no Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Instituições de Educação Superior Brasileiras (FORPROEX), evento que antecedeu o Congresso. Sobre o assunto, a professora Patrícia Alves, coordenadora de Projetos Pedagógicos da UEMASUL, classificou como extremamente relevante as discussões feitas tanto no CBEU quanto no FORPROEX. “A extensão é um dos tripés que equilibra a universidade, ela é responsável por essa relação com a sociedade, com a comunidade. Não existe a universidade na perspectiva democrática sem a extensão. Então, essa clareza de discussões que estes eventos vêm provocando, bem como o que eles têm construído de política de extensão nesse país, é muito importante para nós enquanto instituição. Penso que foi um ganho muito grande para toda a equipe da UEMASUL que esteve presente nos dois eventos”

A professora também comentou sobre as experiências de outras universidades do nordeste acerca da curricularização que poderão servir de modelo para a UEMASUL. “Nós temos duas universidades que as experiências delas de curricularização nos aproximou e que observamos que é possível implementar estas experiências aqui, são elas a Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN). Estas experiências destas universidades podem contribuir com nosso processo de curricularização, podem servir para nós criarmos a nossa forma de curricularizar e de fazer extensão na Região Tocantina do Maranhão”, enfatizou.

CIENTEC

Simultaneamente ao CBEU, aconteceu, na Praça Cívica da UFRN, a Semana de Ciência, Tecnologia e Cultura, a CIENTEC 2018, que trouxe nesta edição o tema “UF e RN do ontem ao amanhã – 60 anos de evolução”. Dividida em três eixos (Feira da Cientec, Reunião Acadêmico-Científica e Cientec Cultural), o evento abrigou diversas atividades voltadas para a comunidade acadêmica e público em geral. Os alunos do curso de Engenharia Florestal da UEMASUL, Eloar Nascimento, Beatriz Cássia Diniz e Kayro Marinho, participaram da exposição de Pôsteres, apresentando alguns dos trabalhos de extensão desenvolvidos na UEMASUL.

Eloar, que apresentou o trabalho “Arborização Urbana: contribuindo com a melhoria da qualidade de vida dos moradores do residencial Sebastião Régis no município de Imperatriz-MA”, relatou com entusiasmo a sua experiência na CIENTEC. “Foi muito bom participar, principalmente por poder conhecer outros projetos, ter contato com outras pessoas e acredito que isso vá fazer com que eu volte para Imperatriz com novas ideias, pensando em novos projetos. Eu já desenvolvo meu trabalho desde o ano passado, então foi uma satisfação muito grande apresentar ele aqui”.

Beatriz e Kayro apresentaram, respectivamente, os trabalhos “Importância da preservação e conservação da mata ciliar no Rio Tocantins: uma nova etapa” e “Tecnologia na educação superior: o letramento digital como processo de capacitação e qualificação de recursos humanos (professores) na utilização das mídias computacionais e de interatividade”.

O CBEU e a CIENTEC foram encerradas na noite de sábado (30), com shows musicais, apresentação de grupos de dança e outras atrações culturais.