UEMASUL participa da Semana de luta pela vida das mulheres

A Semana de luta pela vida das mulheres, organizada pelo Fórum de Imperatriz, Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), em parceria com a UEMASUL começou no dia 20 e encerra 25 de novembro com uma vigília na Praça Mary de Pinho. Durante a semana foi desenvolvida uma vasta programação com panfletagens, palestras e rodas de conversa com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre os índices alarmantes de violência praticada contra as mulheres.

Dentro da programação nesta sexta-feira (24) o dia é de palestras na UEMASUL. Com o tema: Violência contra a mulher; intervenção estatal, desafios e perspectivas, as palestras foram desenvolvidas pela Delegada da Mulher em Imperatriz Sylvianne Lenira Cavalcante Tenório, pela coordenadora do Centro de Referência e Atendimento da Mulher em Situação de Risco (CRAM) Sueli Brito Barbosa e a Assistente Social Conceição Amorim.

Um dos principais objetivos das palestras é fazer um resgate histórico das conquistas dos movimentos sociais e das legislações que coíbem a violência contra a mulher, segundo a chefe de Divisão do Serviço Social e Médico Conceição Amorim, “Temos desde 1994 uma convenção interamericana em que o Brasil é signatário, que prevê toda uma prevenção na questão da violência contra as mulheres. E nós temos a Lei Maria da Penha, criada em 2005 que tem o poder de coibir essa violência. O debate se dará nesse contexto, mostrando qual tem sido a postura do sistema de justiça no brasil para a efetivação das leis que coíbem a violência contra as mulheres”.

Além da conscientização contra a violência, que somam números crescentes, serão questionadas e mostradas ações do sistema de justiça brasileiro e maranhense quanto ao cumprimento da Lei Maria da Penha.

No sábado (25), durante a vigília serão reivindicados aos poderes estaduais e municipais, como Tribunal de Justiça, Ministério Público, Defensoria Pública e Polícia, a criação do Centro Integrado da Mulher, estruturação dos serviços já existentes, qualificação dos servidores públicos, implantação do banco de dados no Ministério Público Estadual, criação do Núcleo Especializado da Violência contra a mulher com defensoria exclusiva e implantação do Centro de Atendimento ao agressor.

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