Reitora da UEMASUL acompanha obras em novo campus de Imperatriz

Criada para ser uma das referências da educação superior na região, a Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão encontra-se em franca expansão. Além das obras nos Campi de Imperatriz e Açailândia, que estão readequando suas antigas estruturas, dois novos campi devem fazer parte da universidade nos próximos anos. O primeiro, na cidade de Estreito, está sendo construído pela prefeitura municipal e será doado para UEMASUL e, um segundo campus está sendo construído em um terreno doado pelo Sindicato Rural de Imperatriz, nas proximidades do Parque de Exposições Lourenço Vieira da Silva, as margens da BR 010.

O novo campus de Imperatriz foi concebido para, em um primeiro momento, abrigar o Centro de Ciências Agrárias – CCA, mas a tendência é que com novos cursos sendo criados, os quase 6 mil metros quadrados de área do novo campus abrigue também outros centros. “O prédio foi projetado com 20 salas de aulas, 21 laboratórios, salas administrativas e auditório visando inicialmente atender às demandas do CCA. Porém a área total do terreno nos permite pensar em um futuro construir novos prédios e aumentar a oferta de vagas, melhorando também a qualidade do ensino”, afirmou Elizabeth Nunes Fernandes, reitora pró-tempore da UEMASUL, que esteve pessoalmente no canteiro de obras.

Acompanhada do staff da universidade, a reitora fiscalizou as últimas intervenções do maquinário na terraplanagem do terreno, etapa que está prevista para encerrar no final desta semana. “De acordo com o cronograma apresentado pela construtora, já iniciaremos o mês de Agosto com os operários e as máquinas preparando a fundação do prédio. E com o apoio da Secretaria Estadual de Infraestrutura estaremos rotineiramente acompanhando de perto as obras”, explicou a reitora.

Além das salas de aulas, laboratórios e auditório, o prédio contará também com amplo estacionamento, área externa para pesquisas, biblioteca, banheiros e já se estuda a implantação de um Restaurante Universitário. O total da obra foi orçado em cerca de 11 milhões de reais, financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES e a conclusão das obras estão previstas para o segundo semestre de 2018.

Seminário expõe experiências acadêmicas voltadas para o meio ambiente

A extensão acadêmica compreende ações da universidade junto à sociedade, disponibilizando ao público externo à universidade o conhecimento adquirido com o ensino e a pesquisa desenvolvidos dentro da instituição. Neste sentido, o I Seminário de Prática em percepções Ambientais, promovido pelo curso de Ciências Biológicas, reuniu alunos de cursos diversos da universidade para assistir às apresentações das experiências dos acadêmicos do 7º período de Licenciatura em Ciências Biológicas.

A ideia do evento surgiu após a finalização dos trabalhos da disciplina, em que cada grupo produziu um artigo com todos os passos dos projetos, resultados e impressões sobre as atividades propostas nas escolas. Para compartilhar as experiencias com mais acadêmicos, foi formatado o seminário.

As práticas foram aplicadas em 10 escolas da rede pública de Imperatriz, com alunos do ensino fundamental e médio. Segundo a professora Stéfanie Sorrá, a percepção ambiental é uma maneira de fazer com que as pessoas se vejam como agentes transformadores do meio ambiente. “A melhor forma de mostrar isso é começando pela base, que são os alunos do ensino básico e que depois de serem apresentados aos temas, tem maior consciência ambiental e mudam de postura”, afirma.

Um dos grupos trabalhou o descarte incorreto do óleo de cozinha e os impactos no meio ambiente com os alunos de uma turma de 1º ano no Colégio Estadual Nascimento de Moraes, e uma das atividades propostas foi a coleta de óleo usado para doação à ASCAMARI (Associação dos Catadores de Material Reciclável de Imperatriz).

Mas não somente os estudantes das escolas foram parte da transformação. Segundo a professora responsável pelo evento, os acadêmicos puderam perceber a importância da prática, sentirem os desafios, e adquirir mais sensibilidade. “Alguns grupos trouxeram os alunos para conhecerem os laboratórios da UEMASUL, que a maioria jamais tinha visto. Nós pudemos ver crianças e adolescentes maravilhados com a biologia, alguns até com lágrimas nos olhos”, relata.